BDEFS

Escala de Avaliação de Disfunções Executivas de Barkley

Russell A. Barkley
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Material não restrito à psicólogos

 

Descrição

A Escala de Avaliação de Disfunções Executivas de Barkley (BDEFS) avalia os possíveis déficits das Funções Executivas (FE) nas atividades do cotidiano em adultos. Estes processos são responsáveis por orientar, direcionar e gerenciar funções cognitivas. O termo FE representa um construto que inclui uma coleção de funções inter-relacionadas que são responsáveis por um comportamento intencional, dirigido para objetivos e de resolução de problemas.

 

As funções avaliadas nesta escala são: 

- Gerenciamento de tempo;

- Organização e resolução de problemas;

- Autocontrole;

- Automotivação;

- Autorregulação de emoções.

A escala também permite correlacionar as respostas do examinando com o TDAH, e pode sugerir ao examinador que aquele respondente possui sintomas, e necessita ser avaliado mais profundamente.

 

Russell A. Barkley, é um dos pesquisadores mais renomados e associados as funções executivas e à relação dessas com o quadro de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), e é o autor dessa escala, lançada nos EUA em 2011. O teste foi adaptado para a população brasileira por Leandro Malloy-Diniz, Paulo Mattos e Victor Godoy.

 

Público-Alvo

O instrumento é destinado à indivíduos entre 18 e 70 anos de idade.

 

Contexto

Clínico, Organizacional e Neuropsicólogico

 

Aplicação

Pode ser efetuada de forma individual ou coletiva, sendo que o processo de resposta pode variar de 15 a 20 minutos na versão longa e cerca de 5 minutos na versão curta, não havendo tempo limite para completar a escala.

 

Existem 2 versões de formulários:

  • A versão longa é composta por 89 itens, e objetiva uma análise mais detalhada;   
  • A versão curta possui 20 itens, e é muito útil para as demandas de rastreio, reavaliação e avaliação inicial em contextos breves, como hospitais e empresas.

 

Imagens do material

   

 

Normatização

A amostra foi composta por 1.295 casos de participantes de todas as regiões, com escolaridade mínima de ensino médio completo e idade variando entre 18 e 70 anos, com média de 34,42 anos (DP = 12,33). 

Buscou-se investigar se grupos apresentam diferenças nas medianas dos escores das subescalas, escore total, índice de Sintomas de TDAH e índice de sintomas disexecutivos da BDEFS. Esse procedimento foi adotado para se estimar quais fatores sociodemográficos afetam o desempenho executivo e, consequentemente, por quais variáveis se estabeleceriam as normas.

 

 

Depoimento

 

"Material para ajudar na compreensão das funções executivas. Essa habilidade ajuda o indivíduo à resolver problemas, estabelecer novas metodologias quando ocorre um erro ou avaliar das várias possibilidades qual tem maior chance de sucesso e supervisionar a ação. Esse conjunto de habilidades fazem parte do nosso dia-a-dia, dirigindo, cozinhando, arrumando as crianças para escola...".

Karin Reuwsaat - Psicóloga

 

 

Adaptadores

 

Victor P. Godoy

Psicólogo. Membro do Laboratório de Investigações em Neurociência Clínica (LINC) da Faculdade de Medicina da UFMG ligado ao Programa de Pós-Graduação em Medicina Molecular. É colaborador da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp) desde Março de 2015 e atualmente é Presidente da Comissão Jovem (SBNp Jovem). Tem interesse em adaptação, validação e normatização de instrumentos voltados para avaliação neuropsicólogica; modelos neurocognitivos; Neurociência aplicada e básica; investigação da relação entre funções executivas e psicopatologias; e intervenções clínicas baseadas na Neuropsicologia Cognitiva e em Terapia Cognitivo-Comportamental.

 

Paulo Mattos

Graduado em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1984), mestrado em Psiquiatria, Psicanálise e Saúde Mental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990), doutorado em Psiquiatria, Psicanálise e Saúde Mental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993), pós-doutorado em Bioquímica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2004). Professor Associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Coordenador da Disciplina de Psiquiatria e Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFRJ (2005 até o presente). Pesquisador do Instituto Dor de Pesquisa e Ensino (2011 até o presente). 

 

Leandro F. Malloy-Diniz

Mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da FAFICH-UFMG. Doutor em Farmacologia Bioquímica e Molecular pelo Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG. Atualmente é Professor Adjunto  do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina (FM) da UFMG. Pertence ao quadro de orientadores permanentes dos Programas de Pós-Graduação em Saúde da Criança e de Medicina Molecular na FM-UFMG.É orientador colaborador do PPG em Ciências dos Esportes da EEFTO-UFMG. É membro fundador e atual presidente da Associação Brasileira de Impulsividade e Patologia Dual.