Doença de Alzheimer e Demência

Confira no texto a seguir, o release sobre o livro ‘Doença de Alzheimer e Demência’, que pertence a coleção ‘Avanços em Psicoterapia – Prática baseada em evidências’.

Somente no Brasil, mais de um milhão de pessoas têm demência causada pela doença de Alzheimer, e, em todo o mundo, há mais de 46 milhões. Com o aumento da expectativa de vida, esse número dobrará a cada 20 anos. Assim, a obra ‘Doença de Alzheimer e Demência’ chega num momento extremamente oportuno, em que profissionais da área da saúde precisam se capacitar para lidar com o grande contingente de pessoas acometidas pela doença.

Detectar precocemente a doença de Alzheimer, é o primeiro passo para postergar sua evolução, já que ela ainda não tem cura. Entretanto, é animador constatar, neste livro de Mast e Yochim, os avanços nas diretrizes diagnósticas e nos tratamentos não medicamentosos capazes de proporcionar maior qualidade de vida ao paciente e à sua família.

Consideramos um bom termômetro para medir os avanços as pesquisas na fase que precede a demência por doença de Alzheimer, conhecida como comprometimento cognitivo leve, o uso de biomarcadores no auxílio diagnóstico (uso em pesquisas), em conjunto com o “padrão ouro” que é a avaliação neuropsicológica (uso clínico), a observação de que a presença de declínio em apenas um domínio cognitivo já é capaz dealertar sobre a doença, o entendimento dos fatores de risco e mutações genéticas, a crescente conscientização de que a doença é a mesma, independentemente de ocorrer aos 40 ou aos 90 anos, entre tantas outras informações científicas relevantes.

A percepção da mente afiada, que antes era motivo de orgulho e admiração, se esvanece com a constatação de que a pessoa não lembra o que fez há algumas horas, indicando os primeiros sintomas da doença e anunciando em nível celular as placas amiloides e emaranhados neurofibrilares. No entanto, antes que isso ocorra, os autores descrevem medidas preventivas e mudanças no estilo de vida.

Estimular o cérebro constantemente, realizar exercícios físicos, meditar, controlar fatores de risco cardiovascular, entre outras medidas apontadas pelos estudos, protegem o cérebro. O mecanismo de aumento da reserva cognitiva, que amplia a longevidade das funções cerebrais, torna os neurônios e suas conexões menos suscetíveis ao dano.

Medicamentos administrados tentam impedir a depleção de acetilcolina e, consequentemente, ajudam nos sintomas cognitivos e melhoram a insônia e os sintomas depressivos. Além disso, quando associados aos tratamentos não medicamentosos, ajudam a postergar o declínio funcional e auxiliam no controle dos problemas comportamentais. Assim, é possível minimizar a angústia da família, propiciando maior controle e a sensação de que o paciente “é capaz” de lidar com a demência de Alzheimer.

Os autores destacam as estratégias compensatórias, advindas das intervenções comportamentais, psicossociais e educacionais, como úteis para a pessoa se adaptar à sua nova condição de vida. Lembram os leitores que cada paciente tem uma constelação diferente de sintomas em diversos momentos da evolução da doença, assim como está inserido em um meio familiar que é único. Portanto, afirmam que é fundamental entender e tratar o paciente e sua família em sua peculiaridade. Temos certeza de que o  livro conquistará você. Uma obra reveladora, escrita de maneira simples e direta com o que há de mais recente sobre os transtornos neurocognitivos.

Confira a obra e boa leitura!

 

Revisores Técnicos:

Alexandre Leopold Busse

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Doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médico do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Professor da Disciplina de Geriatria da FMUSP. Especialista em Geriatria e Gerontologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Atividade Física, Promoção de Saúde e Avaliação Funcional no Envelhecimento e Alterações da Memória.

 

Gislaine Gil

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Psicóloga clínica pela Universidade Paulista (2004); residência em Neuropsicologia e Psicologia hospitalar pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (HC / FMRP-USP 2007); Mestrado (2012) e doutorado (2016) em Neurociências pelo Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento de Ribeirão Preto, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMRP-USP); Especialista em neuropsicologia pelo Centro de Psicologia da Saúde – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC / USP). Desde 2013, trabalha em parceria com o Instituto Brasileiro de Neurociências (IBNeuro). Foi monitora de classe no curso Princípios e Práticas de Pesquisa Clínica (PPCR), fornecido pela faculdade de medicina de Harvard (2014). Pesquisadora pós-doutoranda no Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Dedica-se à pesquisa clínica envolvendo os seguintes tópicos: psicometria, adaptação transcultural de instrumentos de medida psicológica; Metodologia de pesquisa; avaliação, monitoramento e reabilitação neuropsicológica de pacientes com Esclerose Múltipla; MRI e fMRI em pacientes com Esclerose Múltipla. Trabalha em colaboração de pesquisa com a esclerose múltipla, demência vascular e clínicas ambulatoriais da geriatria da FMRP-USP.